Compositor: Rafael da Silva Melo
O cheiro de poeira e tempo
Já estive aqui antes
Os dedos traçam as teclas onde ela costumava tocar
A melodia é fraca
Mas me faz ficar
Um sussurro chama meu nome
O frio no ar é uma chama fria
E silenciosa
Vejo o rosto dela
A graça da minha avó
Há um espelho na sala
E vejo os olhos dele
Um reflexo que olha como
Se soubesse que morri
O sangue no tapete
Retornos, a queda
Sou um fantasma no espelho
Que não consegue ouvir o chamado
O cheiro de mofo era tão denso que cansava os pulmões e parecia melar a pele
Lençóis e panos cobriam a maioria dos móveis, teias de aranha ornavam
Cada canto escuro e uma fina camada de poeira cobria todas as superfícies
Há um espelho na sala
E vejo os olhos dele
Um reflexo que olha como
Se soubesse que morri
O sangue no tapete
Retornos, a queda
Sou um fantasma no espelho
Que não consegue ouvir o chamado
Caio de joelhos
Mas o espelho não quebra
Sou uma sombra de tristeza
Uma alma que não acorda